Em busca da perfeição
Por Enzo Kfouri
Movimentos (quase) perfeitos, maestria, suavidade e delicadeza. Foi o que se pôde ver no Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2017, sediado em Montreal (Canadá), que se encerrou neste domingo e marcou o início do próximo ciclo olímpico, rumo a Tóquio 2020.
Movimentos (quase) perfeitos, maestria, suavidade e delicadeza. Foi o que se pôde ver no Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2017, sediado em Montreal (Canadá), que se encerrou neste domingo e marcou o início do próximo ciclo olímpico, rumo a Tóquio 2020.
Por não ter a disputa por equipes e principalmente por ser realizado um ano após a olimpíada, o Mundial não contou com a presença de grandes estrelas da Rio 2016, como por exemplo, da ginasta Simone Biles, que deixou o Brasil com quatro ouros e um bronze.
Alguns ainda se recuperam de lesões ou descansam após o desgaste enfrentado nos últimos jogos olímpicos, enquanto outros se aposentaram de vez. Apesar disso, o brilho acerca do torneio continua o mesmo, pois nesses sete dias de competição, o público pôde presenciar atuações de grandes promessas no esporte disputando seus primeiros campeonatos internacionais.
É importante relembrar que foi há quatro anos, no Campeonato Mundial em 2013, na Antuérpia (Bélgica), que Biles se apresentou para o mundo. Naquela época era uma surpresa da delegação americana, mas hoje, após cinco medalhas em apenas uma olimpíada, já é considerada por muitos uma lenda.
É importante relembrar que foi há quatro anos, no Campeonato Mundial em 2013, na Antuérpia (Bélgica), que Biles se apresentou para o mundo. Naquela época era uma surpresa da delegação americana, mas hoje, após cinco medalhas em apenas uma olimpíada, já é considerada por muitos uma lenda.
A delegação brasileira contou com cinco nomes: Arthur Nory, Arthur Zanneti e Caio Souza, no masculino; e Rebeca Andrade e Thaís Fidelis, no feminino; e esteve presente em quatro finais: nas argolas (Zannetti), no individual geral (Fidelis e Souza) e no solo (também com Fidelis).
Apesar de ter ido a Montreal, Andrade, que com 18 anos era a grande expectativa de medalhas, não conseguiu competir por conta de dores no joelho, sentidas durante o aquecimento para o treinamento de pódio. Com a lesão de Rebeca, Thais foi a única representante do Brasil no feminino
Zannetti, em meio a uma rotina de treinos leves, após a recuperação de uma cirurgia no ombro, ficou em 7º lugar, enquanto Souza, depois de se recuperar de cirurgias nos dois pés, terminou em 15º. Entretanto, a maior surpresa foi a participação de Fidelis (16), que, seguindo a nova leva de atletas jovens na ginástica, chegou a duas finais. Encerrou sua participação no individual geral feminino na 24ª posição, mas foi no solo que ela conquistou um excelente resultado: o 4º lugar, atrás somente de japonesa Mai Murakami, da norte-americana Jade Carey e da britânica Claudia Fragapane.
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| Thais Fidelis durante sua apresentação na final do solo. A atleta de 16 anos faturou o 4º lugar em seu primeiro Campeonato Mundial. Fonte: Divulgação/ Confederação Brasileira de Ginástica |
Assim, após os dias de competição, o Brasil saiu sem medalhas, mas não faltaram motivos para comemorar. Por mais que a seleção tenha saído sem pódios do Canadá, criar expetativa parece inevitável, visto a crescente ascensão da ginástica brasileira diante das grandes potências mundiais nos últimos anos, a exemplo da classificação inédita das seleções brasileiras de ambos os gêneros para as competições por equipes nas olimpíadas do ano passado.
No masculino, são cada vez mais frequentes os pódios em campeonatos mundiais. Além disso, as quatro medalhas olímpicas brasileiras (uma de ouro, duas de prata e uma de bronze) vieram nos últimos dois ciclos, sendo três delas provenientes da competição no Rio de Janeiro em 2016.
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| Arthur Zannetti na final das argolas. O ginasta terminou na 7ª posição após se recuperar de uma lesão no ombro. Fonte: Joanna de Assis e Marcos Guerra |
Percebe-se, portanto, que os atletas brasileiros vem ano após ano galgando posições e crescendo, se firmando entre os mais bem colocados do mundo. Quem sabe nos Jogos de Tóquio, Japão, ou nos de Paris, França, já não teremos uma seleção ainda mais forte e que possa brigar por mais e mais medalhas. Se isso ocorrerá ainda não sabemos, mas temos grandes razões para torcer por estes ginastas que estão revolucionando o esporte brasileiro.


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